terça-feira, 18 de março de 2008

fisl9.0 terá treinamento sobre Ginga - o middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital

Uma das novidades da nona edição do Fórum Internacional Software Livre – fisl9.0, será a Hora Ginga – com palestras diárias sobre o middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital. O Ginga, que tem o papel de garantir que as aplicações interativas irão funcionar nos televisores e conversores de todos os fabricantes, é um software livre.

Especialistas, desenvolvedores e pesquisadores do Ginga, incluindo os criadores da tecnologia da PUC-Rio, vinculados ao grupo do professor Luiz Fernando Soares, vão ensinar aos participantes como programar para interatividade na TV Digital, em diferentes níveis de interesse e conhecimento do público. A expectativa da comissão organizadora do evento é capacitar mais de mil pessoas.

O fisl9.0 será realizado nos dias 17, 18 e 19 de abril, no Centro de Eventos PUCRS, em Porto Alegre (RS). Mais informações no site www.fisl.org.br.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Alunos da rede municipal de São Paulo são os primeiros a testar interatividade da TV Digital

São Paulo - Os alunos da rede municipal de ensino público do interior de São Paulo foram os primeiros a testar as possibilidades que oferece a TV Digital com interatividade via Wi-Max.

As aulas foram ministradas com exibição de programas pedagógicos audiovisuais, como filmes, documentários e material multimídia. Parte desse conteúdo é feito pelos próprios professores e alunos, e a outra parte vem do acervo do Ministério das Comunicações, explica Juliano Castilho Dall'Antonia, diretor de inclusão e TV Digital do CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).

O aparelho serve de apoio e complemento para reforçar as lições que foram mostradas durante a aula na Escola Municipal Janilde Flores Gaby do Vale (localizada em Hortolândia, interior de São Paulo). "Esta experiência mostra que a TV Digital não transmite somente o sinal, mas permite também a interatividade. A proposta do governo, desde o início das discussões, era incluir obrigatoriamente a educação no projeto da TV Digital”, destaca Hélio Costa.

O projeto de interatividade na TV Digital com foco em educação é financiado pelo Ministério das Comunicações e foi batizado de Sapsa (Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula). Os recursos vêm do Funtell (Fundo para o Desenvolvimetno Tecnológico das Telecomunicações). A responsabilidade pelo desenvolvimento é do CPqD.

Fonte: WNews (14/03/2008)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sun e Fórum SBTVD anunciam parceria

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD), entidade criada para auxiliar na implementação da TV digital no Brasil, e a Sun Microsystems assinaram um memorando de entendimento unindo esforços no desenvolvimento de plataforma de conteúdo de código aberto, baseada em tecnologia Java para uso no desenvolvimento de aplicativos interativos para televisão digital. Com isso, os fabricantes de equipamentos e os rádiodifusores estarão livres de custos na difusão de conteúdo interativo.

O acordo permitirá que empresas globais utilizem a tecnologia Java para criar e implementar ferramentas de interface e serviços para TV interativa aos brasileiros que adotarem HDTV e dispositivos móveis para o ISDB-T, padrão brasileiro de TV digital. A tecnologia Java é um componente-chave da nova solução de código aberto e ajudará a viabilizar serviços interativos. A especificação será baseada na mesma plataforma Java já utilizada como base para outros padrões de TV digital.

A solução interativa será compatível com a atual oferta de middleware do sistema brasileiro de TV digital, conhecido como GINGA, e fornecerá uma alternativa de baixo custo para a tecnologia que está disponível atualmente. GINGA será uma marca registrada mundialmente pelo SBTVD.

Fonte: assessoria de imprensa, Sun

TV Digital na America do Sul

Comitiva do Ministério das Comunicações viaja ao Chile com o objetivo de tentar convencer o país vizinho a optar pelo padrão nipo-brasileiro de TV digital, dando início ao projeto do governo de transformar a opção brasileira no padrão da América do Sul. O Chile já havia optado pelo padrão norte-americano, mas estaria disposto a conversar sobre o modelo brasileiro.

Fonte: Tela Viva

quarta-feira, 5 de março de 2008

Celular para a TV digital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem, na unidade da Samsung em Campinas (SP), o primeiro celular capaz de receber o sinal de TV digital aberta no país. O telefone foi concebido pelo centro de pesquisa da empresa sul-coreana no Brasil, e deve chegar às lojas na Grande São Paulo nas próximas semanas, com o sinal da Vivo.

A Samsung não informou quanto foi investido no desenvolvimento do aparelho. O equipamento tem display colorido, câmera com resolução de dois megapixels, antena retrátil e é compatível com redes móveis de terceira geração (3G). O sinal de TV digital para celulares está disponível apenas na capital paulista, inicialmente.

Fonte: FNDC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

TV pública é aprovada na Câmara sem grandes mudanças

O governo não teve grandes problemas para manter intacta a essência da proposta do deputado-relator Walter Pinheiro (PT/BA) sobre a estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A grande maioria dos destaques de bancada votados nesta terça-feira, 26, no Plenário da Câmara dos Deputados foi derrubada e mesmo os temas considerados mais polêmicos não tiveram grande repercussão durante a análise dos parlamentares.
Agora, a Medida Provisória 398/2007 seguirá para o Senado Federal, onde trancará a pauta de votação - o que impede a análise de projetos de lei até que a MP seja votada. O texto ainda poderá ser alterado pelos senadores, mas a regra do Legislativo permite que apenas uma proposta prevaleça, ou o da Câmara ou o do Senado. Se o Senado alterar o Projeto de Lei de Conversão (PLV) aprovado pelos deputados, a proposta retorna à Câmara, que escolherá se acata a versão completa dos senadores ou manterá o texto validado hoje. Com isso, se perderia tempo.

Sede em Brasília

A mudança mais significativa aprovada nesta tarde não tem grande impacto no projeto do governo de criar uma rede de TV pública. Trata-se de um destaque apresentado pelo bloco PSB/PDT/PCdoB e também pelo PR definindo Brasília como sede e foro da EBC. Um acordo fechado entre os partidos garantiu uma votação tranqüila da mudança da sede, tida nos últimos dias como a emenda mais "polêmica", apenas por causa da grande mobilização feita pela bancada do Distrito Federal sobre o tema.
A aprovação simbólica mostrou que o assunto não era tão grave e que as bancadas estavam bem-dispostas a negociar um meio-termo. Ficou definido que o Rio de Janeiro terá um escritório regional, responsável por toda a parte de produção e gerenciamento audiovisual. Na prática, a sede burocrática da EBC ficou em Brasília e a operação de fato da TV Brasil fica no Rio.

Contribuição mantida

A oposição, no entanto, não conseguiu emplacar a retirada da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública do texto, esta sim tida como a mais delicada mudança no campo das negociações. O destaque foi um dos poucos a exigir a votação nominal dos deputados, que acabaram ratificando a criação da nova taxa, rejeitando a proposta defendida pelo DEM por 320 votos a 110.
O DEM também não conseguiu retirar do texto a possibilidade de a EBC fechar contratos sem licitação, em mais uma votação nominal. Outro destaque derrubado, este do PSDB, tentava impedir a contratação temporária de pessoal técnico e administrativo pela estatal. Em votação simbólica, foi rejeitada ainda a proibição explícita de exibição de nomes, símbolos ou imagens que pudessem ser interpretadas como promoção pessoal ou partidária.

Canais obrigatórios

A proposta do PSB/PDT/PCdoB de exigir apenas dos novos concessionários a obrigação de veicular os canais TV Brasil, NBR, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça também não prosperou. Com isso, a obrigatoriedade valerá para todos os detentores de "licenças de TV por assinatura", sendo que eventuais impedimentos técnicos para o cumprimento da regra deverão ser resolvidos na Anatel.
Um detalhe importante é que o texto de Pinheiro, garantido pela votação de hoje, não mantém todos os parâmetros descritos na MP do Executivo. No documento encaminhado pelo governo, a oferta dos canais deveria ser "obrigatória e gratuita". Na redação que será encaminhada ao Senado, a palavra "gratuita" foi suprimida.

Acerp e Radiobrás

Na questão trabalhista, a votação de hoje ratificou a proposta de que a EBC deverá absorver os funcionários da Radiobrás e da Acerp. Primeiro, os deputados rejeitaram um destaque que impedia a transferência dos trabalhadores da Radiobrás para a nova estatal, apresentado pelo PSDB. Depois, aprovaram um outro destaque, permitindo a cessão plena dos funcionários da Acerp à EBC, desde que os trabalhadores não sejam aproveitados para funções diferentes das que exercem atualmente na fundação.
Veja abaixo todos os destaques aprovados e rejeitados na sessão de hoje:

Destaques rejeitados

- DEM, excluía a Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública do texto;
- DEM, excluía a possibilidade de contratos com dispensa de licitação;
- PSDB, proibia a veiculação de nomes, símbolos e imagens que caracterizassem promoção pessoal ou partidária de autoridade, servidores públicos e cidadãos em geral;
- PSB/PDT/PCdoB, incluía uma lista de 15 entidades que deveriam ter representação no conselho curador da TV Brasil;
- PSB/PDT/PCdoB, definia que a regra de oferta obrigatória dos canais TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, TV Brasil e NBR valeria apenas para novas concessões;
- PSDB, impedia a contratação, por tempo determinado, de pessoal técnico e administrativo pela EBC e também proibia a absorção dos empregados da Radiobrás;
- PSB/PDT/PCdoB, igualava o mandato dos representantes dos empregados da EBC no conselho curador ao dos demais conselheiros, aumentando o tempo de permanência de dois para quatro anos;

Destaques aprovados

- PSDB, obriga a divulgação anual de toda a listagem de funcionários contratados, inclusive terceirizados, nos últimos 12 meses;
- PSB/PDT/PCdoB e PR, estabelece que Brasília será a sede e foro da EBC, que contará com um escritório no Rio de Janeiro responsável pelas atividades audiovisuais;
- Permite a cessão dos funcionários da Acerp para a nova estatal, desde que mantidas as funções hoje exercidas.

Fonte: Tela Viva

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O dilema da TV digital

Inclusão de dispositivo nos conversores contra pirataria de programas deve voltar ao debate nesta semana

A TV digital ainda engatinha no Brasil, mas já está no meio de uma disputa. De um lado, emissoras pedem a inclusão, nos conversores do sinal digital, de um bloqueador contra cópias para impedir a pirataria. Do outro, há uma preocupação de que o preço dos equipamentos aumente pelo uso dessa tecnologia.

Nesta semana, uma reunião em Brasília poderá decidir sobre o uso de dispositivo contra gravações nos conversores de TV digital. Um comitê formado por ministros de várias áreas autorizou que os fabricantes incluam o bloqueador - mas essa instalação não é obrigatória. No caso de inclusão, isso não significa que há autorização para habilitar o equipamento.

- Decidimos liberar a instalação para não impedir a indústria de produzir. Mas o uso disso ainda não está autorizado. Ninguém vai mandar funcionar o dispositivo de bloqueio porque isso é que vai ser decidido na frente - afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Ele explicou que, como o assunto ainda provoca divergências entre os ministros que compõem o comitê, o governo resolveu decidir por etapas. Conforme um dos participantes de reunião ocorrida na semana passada, a não-obrigatoriedade no uso do bloqueador foi acertada para evitar que o preço do adaptador se torne inviável para a maioria da população.

Procurada por Zero Hora, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos não revelou sua posição. Por meio da assessoria de comunicação, a entidade limitou-se a informar que o tema está sendo debatido no âmbito do Fórum da TV Digital.

No governo, a avaliação é de que, com adaptador a R$ 500, dificilmente a TV digital vá se popularizar. Na última quarta-feira, porém, Costa recebeu no ministério um grupo de empresários da Zona Franca de Manaus (AM), da indústria Proview, que prometeu colocar no mercado, em 60 dias, conversores de TV digital a R$ 180.

Um consenso no comitê de TV digital é de que, se for autorizado o bloqueio de programação, será possível fazer uma gravação para uso caseiro. A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), que defende o bloqueio, confirma a idéia de permitir que seja feita uma cópia para uso pessoal.

- A cópia da cópia é que não pode. Na TV analógica, com a cópia se perdia qualidade. Na alta definição, a qualidade da cópia é idêntica à original, o que facilita a pirataria - diz o presidente da entidade, Daniel Pimentel Slaviero.

Além disso, a Abert argumenta que há casos em que estúdios estrangeiros ou fornecedores de conteúdo esportivo exigem em contrato garantia de que não haverá pirataria.

- Os contratos das Olimpíadas e da Fórmula-1 já prevêem isso. As emissoras correm o risco de não poder oferecer o conteúdo - diz Slaviero.

Tire suas dúvidas
Entenda como funciona o sistema de transmissão digital de TV:

O que é a TV digital?
São as transmissões de TV aberta realizadas com a tecnologia digital, que proporciona imagens sem interferência e em alta definição - seis vezes mais nítidas do que a televisão analógica atual. Além disso, a TV digital poderá ser assistida em dispositivos móveis e portáteis, além de permitir interatividade com a programação.

O que é o conversor?
É responsável por "ler" o código binário enviado no sinal digital e transformá-lo em imagens e sons. Para uma televisão atual captar os sinais de TV digital, será preciso instalar um conversor externo, chamado de set-top box. Com o início das transmissões digitais, em 2007, os fabricantes começaram a produzir televisores com o conversor embutido.

O que é o bloqueio anticópia?
É um jeito de impedir que o conteúdo transmitido na TV digital seja copiado. Há duas formas de fazer o bloqueio. Em uma delas, as emissoras incluem um código de computador junto ao sinal enviado, que permite fazer apenas uma gravação do programa. Em outra, um dispositivo de bloqueio é embutido diretamente em conversores e TVs, impedindo também que se faça mais de uma cópia.

Por que se pede o bloqueador?
Como a qualidade de imagem e som dos programas digitais é muito superior à atual, a idéia é evitar que esse conteúdo seja gravado e pirateado em DVDs, por exemplo. Em contratos de transmissão de alguns eventos, como as Olimpíadas, os organizadores já exigem que as emissoras garantam essa proteção.

O bloqueador também funciona na TV por assinatura?
O sistema em discussão se refere à TV digital, que transmite só os canais abertos e gratuitos. A TV por assinatura, seja a cabo ou via satélite, utiliza seu próprio conversor, e não o set-top box da TV digital.

Fonte: FNDC